Morro da Baliza (Água Doce)
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colina, morro
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(Campos de Palmas, divisa General Carneiro (PR) e Água Doce(SC)
O Morro da Baliza do Horizonte é a mais alta elevação dentro dos chamados Campos de Palmas, em território do Paraná e desta forma, o ponto culminante dos municípios de General Carneiro, PR e Água Doce em SC. Há outra elevação, na borda dos Campos de Palmas, em direção SE, dentro do município de Caçador na Serra dos Papudos, Morro dos Papudos, com estimativa do IBGE/DSG entre 1390 a 1410 m é o cume desse fabulosos campos.
O Morro da Baliza do Horizonte tem 1378 m de altitude (medida de precisão DGPS, outrora 1399 m de Reinhard Maack na décadade 1940 e estimativas IBGE/DSG entre 1375 e 1380 m) é uma pequena crista em relação à topografia local, de amplas coxilhas, extensas áreas de banhados (turfeiras, campos sempre úmidos) num relevo de topo do Grupo Geológico Serra Geral, suavemente ondulado, cuja sucessão de coxilhas, entremeados por nascentes de diversos córregos, rios tanto encantaram os viajantes e nomes como Belo Horizonte, Horizonte, Soledade, Alegria, dão o sentido de quanto marcaram aqueles que conheceram esses campos desde o século XVIII.
Como conseqüência da Guerra do Contestado (entre 1912 a 1916) próximo ao ano de 1920, quando marcos de pedra foram colocados ao longo da linha divisória entre os estados do PR e SC, através do chamado Divisor de Águas, Iguaçu-Uruguai, fornecidos pelos rios regionais, Chapecó e Chopim, que nascem a poucos quilômetros desta elevação.
Relato do Sr. Horácio Lima ( um dos mais característicos campeiros dos Campos de Palmas, "negro" Horácio como era conhecido, que trabalhou por longos anos em algumas propriedades da região mais alta (Palmas de Cima)e com descendentes ainda trabalhando nas lidas campeiras, próximo aos seus 100 anos (em torno do ano de 2005), que lamentavelmente não conseguiu comemorar, residia nos últimos anos na sede do município de Água Doce-SC, sempre trajado de forma impecável,no estilo gauchesco, no dia, com roupas brancas, com o inseparável lenço vermelho no pescoço, com extrema lucidez contou-nos que participou "emprestado para orientar uma caravana com carroções de oficiais militares" na colocação desses marcos de concreto, rocha ou madeira ao longo do Sistema Divisor Chopim (Iguaçu)-Chapecó (Uruguai). Quando lhe indaguei o que aqueles militares comentavam ou sobre o que lhe pediam, conheciam da região, disse-nos que era apenas um adolescente e essas perguntas ele não tinha o direito de fazer, apenas fazer o seu trabalho. Essa era a filosofia da cultura campeira, em que sempre as obrigações, a fazer o melhor possível, a trabalhar sem contestar ou se refugiar em "direitos", não era feitio de gente direita.
Seu Horácio, com força suficiente para segurar uma rês. bravia na estação ferroviária de Porto União da Vitória, na dificílima lida de colocar gado principalmente bovino, mas também muares, suínos, praticamente selvagens, dado as extensões das propriedades rurais naquele tempo, onde o gado era embarcado e encaminhado principalmente aos mercados curitibano e paulista e cuja simples presença intimidava a mais ferrenha briga por ocasiões das festas regionais, corridas de cavalo (Carreiras", dizia que havia "tomado um Chopim (rio) de vinho na vida". Perguntei-lhe se pelo fato de não se casado (em papéis, formalmente) não seria um dos motivos dele ter chegado perto do centenário, a sua resposta foi um sorriso que para quem o presenciou, não precisou dizer mais nada.
Graças a Volney e Rogéria Driessen, pude conhecer figura histórica, tão emblemática, exemplo da suma importância do descendente africano, que muito contribuiu coma a ocupação dos Campos de Palmas e a sua história nunca foi contada e ainda não havia as máquinas digitais e a sempre enganadora preguiça, que "em outro dia vamos tirar as fotografias”. Uma pena, não apenas como registro, mas ouvir mais a sua história, seria como olhar para uma cultura que pouco a pouco desaparece.
Por esta ser a elevação mais afastada da antiga estrada que unia Palmas a União da Vitoria (cerca de 3 km, quando a antiga estrada segue próxima a fazenda do Sr. Josué Guimarães) não foi colocado o mesmo tipo de marco nesse ponto, tão freqüentes nas demais elevações e pontos de divisa, comuns ainda mais a Oeste. Desta forma, invés de um marco de pedra granítica ou basáltica, foi colocado um marco pequeno de concreto, em que se usou areia grossa, provavelmente do Rio Chapecó ou Chopim, que há muito tempo, o gado soltou e hoje está desaparecido. No ano de 2008, lamentavelmente foi lavrado, sem ter sido levado em conta a sua singularidade, desaparecendo para sempre a vegetação gramíneo-lenhosa, em torno dessas elevações, topo do Terceiro Planalto Paranaense, na formação vegetal mais antiga das coberturas vegetais do sul do Brasil.
Leia o texto, do Morro-Monte Alegre, vizinho a essa elevação, já que ele e o segundo mais elevado ( ou o terceiro).
O Morro da Baliza do Horizonte é a mais alta elevação dentro dos chamados Campos de Palmas, em território do Paraná e desta forma, o ponto culminante dos municípios de General Carneiro, PR e Água Doce em SC. Há outra elevação, na borda dos Campos de Palmas, em direção SE, dentro do município de Caçador na Serra dos Papudos, Morro dos Papudos, com estimativa do IBGE/DSG entre 1390 a 1410 m é o cume desse fabulosos campos.
O Morro da Baliza do Horizonte tem 1378 m de altitude (medida de precisão DGPS, outrora 1399 m de Reinhard Maack na décadade 1940 e estimativas IBGE/DSG entre 1375 e 1380 m) é uma pequena crista em relação à topografia local, de amplas coxilhas, extensas áreas de banhados (turfeiras, campos sempre úmidos) num relevo de topo do Grupo Geológico Serra Geral, suavemente ondulado, cuja sucessão de coxilhas, entremeados por nascentes de diversos córregos, rios tanto encantaram os viajantes e nomes como Belo Horizonte, Horizonte, Soledade, Alegria, dão o sentido de quanto marcaram aqueles que conheceram esses campos desde o século XVIII.
Como conseqüência da Guerra do Contestado (entre 1912 a 1916) próximo ao ano de 1920, quando marcos de pedra foram colocados ao longo da linha divisória entre os estados do PR e SC, através do chamado Divisor de Águas, Iguaçu-Uruguai, fornecidos pelos rios regionais, Chapecó e Chopim, que nascem a poucos quilômetros desta elevação.
Relato do Sr. Horácio Lima ( um dos mais característicos campeiros dos Campos de Palmas, "negro" Horácio como era conhecido, que trabalhou por longos anos em algumas propriedades da região mais alta (Palmas de Cima)e com descendentes ainda trabalhando nas lidas campeiras, próximo aos seus 100 anos (em torno do ano de 2005), que lamentavelmente não conseguiu comemorar, residia nos últimos anos na sede do município de Água Doce-SC, sempre trajado de forma impecável,no estilo gauchesco, no dia, com roupas brancas, com o inseparável lenço vermelho no pescoço, com extrema lucidez contou-nos que participou "emprestado para orientar uma caravana com carroções de oficiais militares" na colocação desses marcos de concreto, rocha ou madeira ao longo do Sistema Divisor Chopim (Iguaçu)-Chapecó (Uruguai). Quando lhe indaguei o que aqueles militares comentavam ou sobre o que lhe pediam, conheciam da região, disse-nos que era apenas um adolescente e essas perguntas ele não tinha o direito de fazer, apenas fazer o seu trabalho. Essa era a filosofia da cultura campeira, em que sempre as obrigações, a fazer o melhor possível, a trabalhar sem contestar ou se refugiar em "direitos", não era feitio de gente direita.
Seu Horácio, com força suficiente para segurar uma rês. bravia na estação ferroviária de Porto União da Vitória, na dificílima lida de colocar gado principalmente bovino, mas também muares, suínos, praticamente selvagens, dado as extensões das propriedades rurais naquele tempo, onde o gado era embarcado e encaminhado principalmente aos mercados curitibano e paulista e cuja simples presença intimidava a mais ferrenha briga por ocasiões das festas regionais, corridas de cavalo (Carreiras", dizia que havia "tomado um Chopim (rio) de vinho na vida". Perguntei-lhe se pelo fato de não se casado (em papéis, formalmente) não seria um dos motivos dele ter chegado perto do centenário, a sua resposta foi um sorriso que para quem o presenciou, não precisou dizer mais nada.
Graças a Volney e Rogéria Driessen, pude conhecer figura histórica, tão emblemática, exemplo da suma importância do descendente africano, que muito contribuiu coma a ocupação dos Campos de Palmas e a sua história nunca foi contada e ainda não havia as máquinas digitais e a sempre enganadora preguiça, que "em outro dia vamos tirar as fotografias”. Uma pena, não apenas como registro, mas ouvir mais a sua história, seria como olhar para uma cultura que pouco a pouco desaparece.
Por esta ser a elevação mais afastada da antiga estrada que unia Palmas a União da Vitoria (cerca de 3 km, quando a antiga estrada segue próxima a fazenda do Sr. Josué Guimarães) não foi colocado o mesmo tipo de marco nesse ponto, tão freqüentes nas demais elevações e pontos de divisa, comuns ainda mais a Oeste. Desta forma, invés de um marco de pedra granítica ou basáltica, foi colocado um marco pequeno de concreto, em que se usou areia grossa, provavelmente do Rio Chapecó ou Chopim, que há muito tempo, o gado soltou e hoje está desaparecido. No ano de 2008, lamentavelmente foi lavrado, sem ter sido levado em conta a sua singularidade, desaparecendo para sempre a vegetação gramíneo-lenhosa, em torno dessas elevações, topo do Terceiro Planalto Paranaense, na formação vegetal mais antiga das coberturas vegetais do sul do Brasil.
Leia o texto, do Morro-Monte Alegre, vizinho a essa elevação, já que ele e o segundo mais elevado ( ou o terceiro).
Cidades vizinhas:
Coordenadas: 26°36'24"S 51°29'27"W
- Chapadão Santa Ana 217 km
- Morro Três Irmãos 236 km
- Morro do defuntinho (428m) 247 km
- Morro Barão de Charlach 252 km
- Morro da Antena 293 km
- Morro Comprido (308m) 300 km
- Cerrito 313 km
- Morro do Bofete 504 km
- Rincão do Inferno 521 km
- Morro do Mursa 602 km
- Posto Fiscal Ariovaldo Huergo (SEFA/CRE/PR) 0.5 km
- Trevo Horizonte 1.2 km
- Posto Antoninho 1.5 km
- Posto e Restaurante Horizonte 8.4 km
- Francisco Frederico Teixeira Guimarães 8.5 km
- Parque eólico Amparo 11 km
- Ponto mais meridional do Estado do Paraná 14 km
- Nascentes do Rio Chapecó 15 km
- Parque eólico Horizonte 18 km
- Complexo eólico de Água Doce 20 km
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