Praça Barão do Rio Branco (Belém)

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Praça Barão do Rio Branco, antiga Praça Visconde de Maua no antigo largo das Merces, hoje conjunto das Merces.
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Coordenadas:   1°27'3"S   48°30'2"W

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  • HISTÓRIA A Praça Visconde do Rio Branco, mais conhecida como Praça das Mercês, foi testemunha de importantes lutas do movimento cabano - revolta popular que combateu os ditames do império brasileiro e a influência portuguesa na região. Em 1828, Pedro Texeira, navegador desbravador do Rio Amazonas, conheceu, no Peru, as ações educativas dos frades mercedários. Ele então teve a idéia de trazer três frades peruanos da irmandade Mercedários Calçados para Belém. Em 1639, os mercedários receberam a doação de um terreno, onde deveria ser construída a Igreja das Mercês. Um ano depois, o templo estava pronto e o terreno que se localizava diante do prédio ficou conhecido como Largo das Mercês. Tempos depois, o local foi arborizado e, em meados do século XIX, recebeu o nome de Barão do Mauá. “Com a chegada de Antônio Lemos no governo, a praça foi gradeada e novamente mudou de nome”, contou o historiador José Valente. Dessa vez, o homenageado foi o Barão do Rio Branco, estadista responsável pela consolidação das atuais fronteiras do país. Anos depois, a praça recebeu uma estátua - esculpida na França - de José da Gama Malcher, que foi vereador, prefeito de Belém e governador do Estado. Nessa época, um dos programas preferidos da elite paraense era assistir as peças do Teatro Providência, que se localizava diante da igreja. Na lista das praças mais visitadas de Belém, a Praça das Mercês com certeza amarga as últimas colocações. Quase ninguém a visita para passeio ou uma simples contemplação. Além da poluição sonora, o logradouro se tornou um ponto perigoso, mesmo diante do prédio da Corregedoria de Polícia. Os casarões do entorno tinham moradores ilustres, como o Almirante Tamandaré, que veio para Belém combater os cabanos. A praça testemunhou muitos fatos históricos desse movimento cabano, destaca-se a tentativa dos cabanos de tomar o trem de guerra do Exército, que ficava abrigado na Alfândega, ao lado da igreja. O trem guardava canhões, munições, facas e espingardas. A tentativa fracassou e 800 cabanos foram mortos. Outro momento importante foi a morte do líder cabano Antônio Vinagre, aos 20 anos, que foi atingido por uma bala na testa, na esquina da rua João Alfredo com Frutuoso Guimarães. Atiradores do Exército estavam posicionados no alto dos casarões. A estátua de José Malcher é um dos poucos elementos originais da praça que ainda estão conservados. Uma das perdas mais significativas é de uma fonte de água que não resistiu ao tempo. O logradouro está rodeado de ambulantes e quem passa pelo Centro Comercial mal consegue enxergar a praça. No final do dia, sobram o lixo espalhado pelas calçadas e os mendigos que fazem dela abrigo. Segundo a secretária municipal de Meio Ambiente, Silvia Cristina Valente, a prefeitura faz uma manutenção mensal no logradouro. A última reforma ocorreu em 2004, quando foram recuperados os bancos, as lixeiras e a iluminação. “Infelizmente, as famílias se afastaram da praça, em virtude das ações de vandalismo. Reconhecemos que é necessário reordenar o espaço, pois é uma ‘área de respiração’ do Comércio”, disse. A secretária acrescentou que a Guarda Municipal faz ronda diária no entorno com o objetivo de inibir a ação de marginais.
  • É uma pena para nós paraenses como eu, apaixonada pela minha cidade,ver um logadouro como a Praça Visconde do Rio Branco ficar num completo abandono por irresponsabilidade do poder público.Tenho esperança de ver ainda minha praça brilhar como nos velhos tempos. tão bonito como a Praça Visconde do Rio Branco ,ficar num estado lastimável como esse
Este artigo foi modificado pela última vez 17 anos atrás