Palacete da Rua Formosa (São Luís)
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Rua Afonso Pena, 46
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prédio histórico
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O Palacete da Rua Formosa foi construído entre 1820 e 1829 para servir de residência a família do fazendeiro Antônio Gonçalves Machado, agregados e escravos, é um dos mais belos e íntegros exemplares da arquitetura luso maranhense do período pombalino. Foi residência também de outras famílias ilustres, como a do Tenente Coronel Raimundo Brito Soares de Sousa, e do pai do jornalista e escritor Benedito Leite, o comendador Antônio Joaquim da Silva Leite, entre 1867 e 1869.
Este último, evocado pelo escritor Humberto de Campos em suas "Memórias Inacabadas", quando se refere ao sobrado "cujas escadarias haviam sido feitas para dar passagem a oito pessoas de cada vez, e recordo-me que havia lá no alto, uma claraboia em forma de cúpula a qual devia descer sobre as pessoas e sobre as cousas uma claridades suave e religiosa". O escritor Aluísio Azevedo, em seu livro "O Mulato" também cita o palacete, ao descrever um baile em seus salões nobres quando nele funcionava o famoso Clube Euterpe.
Parte significativa da história dos usos e costumes da sociedade ludovicense ao longo dos anos se entrelaça com a história do Palacete através dos seus diversos usos. Em suas dependências, também funcionaram a Firma Comercial de Pereira Malheiros e Cia., a boutique de luxo Bazar Maranhense, a Joalheria Maurício Swaab, o Colégio Nossa Senhora da Soledade (1860-1862), a Companhia de Iluminação a Gás de Hidrogênio, o Hotel Central (1867-1869), o Clube Familiar, a Loja de Fazendas de Miguel Nazar, o Clube Euterpe, o Colégio Rosa Castro, o Colégio Ateneu Teixeira Mendes, o Tribunal de Justiça do Maranhão (1911-1921), o Tabelionato de Domingos Quadros Barbosa e o Cassino Brasil. Em 1945, foi comprado pelo jornalista Assis Chateubriand, tornando-se a sede dos Diários Associados no Maranhão, onde também funcionaram a Rádio Timbira, o jornal Pacotilha/O Globo e a Rádio Gurupi, além do jornal O Imparcial, que foi o último ocupante do imóvel, entre 1967 e 1992, quando mudou-se para um espaço alugado no São Francisco, após permutar o palacete com a Prefeitura de São Luís em troca do terreno onde construiu a sua atual sede no bairro do Renascença.
Após a partida do jornal O Imparcial, o local ficou abandonado durante anos, tendo sido iniciada em 2017 uma restauração em conjunto com o IPHAN, com recursos do PAC Cidades Históricas do Governo Federal, com o objetivo de tornar o palacete a sede da Secretaria Municipal de Turismo. No entanto, a obra nunca foi concluída. Em 2023, a prefeitura retomou a restauração do palacete, por meio da Fundação Municipal de Patrimônio Histórico (FUMPH), em parceria com o IPHAN e o Instituto Pedra de São Paulo, para transformar o local no Museu de Azulejos de São Luís. A obra está sendo feita com recursos do Lei Federal de Incentivo à Cultura, com o patrocínio do BNDES e do Instituto Cultural Vale.
Este último, evocado pelo escritor Humberto de Campos em suas "Memórias Inacabadas", quando se refere ao sobrado "cujas escadarias haviam sido feitas para dar passagem a oito pessoas de cada vez, e recordo-me que havia lá no alto, uma claraboia em forma de cúpula a qual devia descer sobre as pessoas e sobre as cousas uma claridades suave e religiosa". O escritor Aluísio Azevedo, em seu livro "O Mulato" também cita o palacete, ao descrever um baile em seus salões nobres quando nele funcionava o famoso Clube Euterpe.
Parte significativa da história dos usos e costumes da sociedade ludovicense ao longo dos anos se entrelaça com a história do Palacete através dos seus diversos usos. Em suas dependências, também funcionaram a Firma Comercial de Pereira Malheiros e Cia., a boutique de luxo Bazar Maranhense, a Joalheria Maurício Swaab, o Colégio Nossa Senhora da Soledade (1860-1862), a Companhia de Iluminação a Gás de Hidrogênio, o Hotel Central (1867-1869), o Clube Familiar, a Loja de Fazendas de Miguel Nazar, o Clube Euterpe, o Colégio Rosa Castro, o Colégio Ateneu Teixeira Mendes, o Tribunal de Justiça do Maranhão (1911-1921), o Tabelionato de Domingos Quadros Barbosa e o Cassino Brasil. Em 1945, foi comprado pelo jornalista Assis Chateubriand, tornando-se a sede dos Diários Associados no Maranhão, onde também funcionaram a Rádio Timbira, o jornal Pacotilha/O Globo e a Rádio Gurupi, além do jornal O Imparcial, que foi o último ocupante do imóvel, entre 1967 e 1992, quando mudou-se para um espaço alugado no São Francisco, após permutar o palacete com a Prefeitura de São Luís em troca do terreno onde construiu a sua atual sede no bairro do Renascença.
Após a partida do jornal O Imparcial, o local ficou abandonado durante anos, tendo sido iniciada em 2017 uma restauração em conjunto com o IPHAN, com recursos do PAC Cidades Históricas do Governo Federal, com o objetivo de tornar o palacete a sede da Secretaria Municipal de Turismo. No entanto, a obra nunca foi concluída. Em 2023, a prefeitura retomou a restauração do palacete, por meio da Fundação Municipal de Patrimônio Histórico (FUMPH), em parceria com o IPHAN e o Instituto Pedra de São Paulo, para transformar o local no Museu de Azulejos de São Luís. A obra está sendo feita com recursos do Lei Federal de Incentivo à Cultura, com o patrocínio do BNDES e do Instituto Cultural Vale.
Cidades vizinhas:
Coordenadas: 2°31'51"S 44°18'13"W
- Praia Grande 0.8 km
- IHGC - Instituto Histórico e Geográfico de Caxias 279 km
- Casa de Cultura de Caxias 280 km
- Av. Ilídio Sampaio (Rua Grande) Conjunto Arquitetônico Colonial 741 km
- Mansão Henry Gibson 1209 km
- Promontório 1689 km
- Ruínas Siderurgica Álamo 1960 km
- Rua do Lazer 1978 km
- Indústria de Bebidas Joaquim de Aquino Thomaz Filho 2156 km
- Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Esporte (Smece) - (antigo Pró-Uni) 2164 km
- Praia Grande 0.3 km
- Centro 0.4 km
- Praça das Mercês 0.4 km
- Desterro 0.4 km
- Terminal de Integração da Praia Grande 0.4 km
- Estacionamento Praia Grande 0.5 km
- Aterro do Bacanga 0.8 km
- Foz dos Rios Anil e Bacanga 1.5 km
- Ilha de São Luis 13 km
- Baía de São Marcos 26 km