Antigo Hotel Vila Rica (São Luís)

Brazil / Maranhao / Sao Luis / São Luís / Avenida Pedro II, 299
 hotel, desativado

Prédio do antigo Hotel Vila Rica, inaugurado na década de 1980 pelo Grupo Serson, proprietário da rede hoteleira homônima. Com uma área de 12.000 m², possuía 212 apartamentos, com 93 suítes de luxo, com vista para a piscina e para a Baía de São Marcos, 106 apartamentos no nível superior, com vista para o jardim, nove suítes Júnior, com dois banheiros e com sala, e duas suítes Master, com dois banheiros, sala e cozinha. Possuía também sauna a vapor, duas piscinas (uma delas infantil), room service, fitness center, playground, restaurante e três salas para eventos, sendo que a maior delas se transformava num auditório modulável, com capacidade para mais de 350 pessoas e que também se dividia em dois salões menores, além de sala de reuniões com capacidade para 200 pessoas.

Durante seu auge, o Hotel Vila Rica foi considerado uma das melhores hospedarias da capital maranhense, recebendo diversos eventos da alta sociedade e chegando a hospedar a delegação do Papa João Paulo II durante sua visita a São Luís em 1991. No entanto, após a morte de Luiz Serson, fundador do Grupo Serson, em 1999, os seus herdeiros resolveram promover mudanças no portifólio da sua rede hoteleira e desativaram a unidade de São Luís em 2004. Em 2005, a propriedade foi vendida aos empresários Edílson Baldez e Luís Carlos Cantanhede, proprietários da Internacional Marítima, e o hotel foi reativado como Grand São Luís Hotel. Após um período de declínio na década de 2010, o hotel foi novamente fechado em 2021, como resultado do impacto econômico negativo causado pela Pandemia de Covid-19.

Após o fim das operações, a Internacional Marítima chegou a negociar o prédio com o Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão, que pretendia transferir parte das suas operações para o prédio devido à falta de espaço no Palácio da Justiça, mas as negociações não avançaram. Em seguida, a propriedade foi colocada à venda por 30 milhões de reais, mas não atraiu interessados. Por fim, em 2024, o prédio foi transferido para o Governo do Estado do Maranhão, como contrapartida para que fossem encerrados dois processos que o estado movia contra a Internacional Marítima por conta do incêndio de uma lancha da Travessa São Luís-Alcântara, onde morreram 4 pessoas em 1998, e de um estaleiro que deveria ter sido construído em um terreno no Terminal de Ponta da Espera como contrapartida pela sua aquisição em 2006. O antigo hotel agora deverá ser sede de secretarias estaduais que hoje funcionam em imóveis alugados pela capital maranhense.
Cidades vizinhas:
Coordenadas:   2°31'37"S   44°18'15"W
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