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Morros - Maranhão - BrasilCidade da região Norte Maranhense, que teve sua emancipação política em 1935. Está a 38m acima do nível do mar e em 2007 o IBGE estima a sua população em 17.077 habitantes.
Mesorregião Norte Maranhense Microrregião Rosário Municípios limítrofes axixá,cachieira grande, icatu,humberto de campos Características geográficas Área 1.715,325 km² População 15.865 hab. est. 2006 Densidade 9,2 hab./km² Fuso horário UTC-3 Indicadores IDH 0,561 PNUD/2000 PIB R$ 13.605.450,00 IBGE/2003 PIB per capita R$ 890,29 IBGE/2003 É DESCONHECIDA a época em que se iniciou o povoamento do Município. Sabe-se que, quando irrompeu a Balaiada, em 1839, já existiam, na localidade, 30 casas e um armazém. O progresso alcançado pela povoação levou vários portugueses a se estabelecerem ali, como comerciantes, vindo a prestar valiosa contribuição à emancipação do Município. Elevada à categoria de Vila em 1898, foi extinta no ano de 1931, e restaurada em 1935. Alcançou a categoria de Cidade em 1938. O nome é originado dos numerosos morros existentes no local. Os naturais, ou habitantes de Morros, são chamados morruenses. Gentílico: morroense Formação Administrativa Elevado à categoria de vila com a denominação de Morros, pela lei estadual nº 210, de 28-04- 1898, desmembrado do município Icatu. Sede na atual vila de Morros. Constituído do distrito sede. Instalado em 30-07-1898. Em divisão administrativa referente ao ano de 1911, o município é constituído do distrito sede. Pelo decreto estadual nº 75, de 22-04-1931, é extinto o município de Morros, sendo seu território anexado ao município de Icatu. Em divisão administrativa referente ao ano de 1933, o distrito de Morros figura no município de Icatu. Elevado novamente à categoria de município com a denominação de Morros, pelo decreto estadual nº 844, de 12-06-1935. Constituído do distrito sede. Não temos a data de instalação. Em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1955. Pela lei municipal nº 23, de 21-11-1959, é criado o distrito de Cachoeira Grande e anexado ao município de Morros. Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído de 2 distritos: Morros e Cachoeira Grande. Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído de 2 distritos: Morros e Cachoeira Grande. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 31-XII-1963. Pela resolução do Senado Federal nº 112, de 30-11-1965, o distrito de Colheira Grande foi extinto, sendo seu território anexado ao distrito sede de Morros. Em divisão territorial datada de 1-I-1979, o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2005. História Morros, cidade ribeirinha, localizada à margem direita do rio Munim, encontra-se posicionada em relação ao seu estado, numa distância latitudinal de 2º 57’ 10’’ sul e 43º 54’15’’ longitudinal a W de Gr. Distante da capital em linha reta de 60Km possui uma altitude de 40m e tem um clima saudável, por ser cortado por pequenos rios e riachos. Foi nesse trecho de paisagem simples, mas eloqüente, que os habitantes da antiga Icatu vinham fazer suas caçadas, seus momentos de lazer, aproveitando o momento para tomar banho nas águas claras do rio Una. Tantas foram as dificuldades das pessoas que por aqui passaram, que resolveram lutar por uma vida melhor. Um deles, o nosso herói, Manuel Ferreira, juntamente com seus compatriotas estavam determinados a lutar pela terra mãe. Todavia nada de desânimo, o trabalho hábil, inteligente e pertinaz, há de garantir a vitória definitiva. Não foi dessa vez, a luta continuou, Manuel Pires Ferreira, era homem de rijo temperamento, a par de alguns defeitos possuía todas as altíssimas qualidades. Era um homem sincero, um ativo apaixonado pela terra natal. Os intensos desejos foram satisfeitos com a promulgação da lei nº 210 de 28 de abril de 1898 que aprovou a criação do município de Morros, nossa tão querida cidade. A evolução populacional não se pode determinar com clareza, o ano em que teve inicio essa povoação sabe-se que não foi antes de 1750 que aqui se levantou a primeira choça. Sabe-se também que em 1839 ao rebentar a guerra do Balaio, já se contavam trinta dessas choças que pertenciam aos filhos dos primeiros habitantes dessa cidade, os portugueses. Os habitantes dessa tão querida cidade, queriam tornar-se independentes com a finalidade de participarem dos seus próprios interesses políticos e financeiros os quais proporcionariam melhores condições de vida aqui existente. Os primeiros povoadores do nosso município, os portugueses, chegaram aqui para exploração de madeira e outras riquezas existentes na região. Houve também a participação dos exilados que vinham para cá cumprir suas penas e quando pagavam não tinham voltar para sua terra natal, aqui ficaram e construíram famílias. Contamos também com os índios, segundo estudiosos eles tiveram uma grande participação na evolução populacional deste município. Para concluir o sistema de evolução populacional, Morros recebeu e ainda recebe pessoas de várias outras regiões, que aqui emigraram, se casaram e tiveram filhos com pessoas nascidas aqui, contribuindo assim com a população morruense. Cultura Rica em sua cultura, a cidade do Morros possui várias atrações culturais: Quadrilhas, Dança de São Gonçalo, Tambor de Crioula, Danças Portuguesas, Capoeira, Dança do Boiadeiro, Bumba-meu-boi, etc... Considerado uma das principais manifestações do Nordeste, o Bumba-meu-boi é um retrato da cultura do Maranhão. O Bumba-meu-boi de Morros destaca-se entre as manifestações culturais do Maranhão, com suas endumentárias, suas ricas e belas toadas que retratam o amor, a justiça, a paz. O enredo da festa do Bumba-meu-boi resgata uma história típica das relações sociais e econômicas da região durante o período colonial, marcadas pela monocultura, criação extensiva de gado e escravidão. Numa fazenda de gado, Pai Francisco mata um boi de estimação de seu senhor para satisfazer o desejo de sua esposa grávida, Mãe Catirina, que quer comer língua. Quando descobre o sumiço do animal, o senhor fica furioso e, após investigar entre seus escravos e índios, descobre o autor do crime e obriga Pai Francisco a trazer o boi de volta. Pajés e curandeiros são convocados para salvar o escravo e, quando o boi ressuscita urrando, todos participam de uma enorme festa para comemorar o milagre. Brincadeira democrática que incorpora quem passa pelo caminho. Belezas O turismo constitui-se em uma das atividades econômicas mais importantes da atualidade. No Brasil, esta atividade vem sendo intensificada continuamente devido ao grande potencial natural e cultural. Uma das regiões brasileiras mais procuradas é o nordeste, pelo vasto litoral e rica hidrografia, associando-se os cenários naturais com os motivos culturais. No Maranhão, o rio Una, localizado no entorno do Golfão Maranhense e abrangendo áreas dos municípios de Morros e de Cachoeira Grande, é uma área de grande potencial para o desenvolvimento da indústria do turismo, resultando na ampliação do mercado de trabalho formal e informal e na geração de novos empregos. e a devastação do meio natural, pois é difícil conciliar este com a evolução da sociedade. A fisiografia da área compreende o embasamento geológico caracterizado por rochas magmáticas do Arco Ferrer-Urbano Santos, que afloram em diferentes níveis topográficos formando pequenas cachoeiras freqüentemente utilizadas para atividades turísticas. A cobertura das rochas cristalinas é feita com rochas sedimentares das formações Itapecuru e Barreiras que, por sua vez, são recobertas por areias quartzosas formando extensas superfícies de dunas e paleodunas. A geomorfologia é caracterizada por relevo rebaixado, suavemente ondulado, colonizado por vegetação de dunas e restingas intercaladas por formações de Cerrado. Tal perfil e característico do clima quente e úmido que domina a região, com temperaturas médias em torno de 27o C, o índice pluviométrico atinge média anual em torno de 1.500 mm com as chuvas distribuídas em dois períodos bem definidos ao longo do ano. O período chuvoso ocorre de janeiro a junho e o período seco que se estende de julho a dezembro. A hidrografia e comandada por rios de regime pluvial, destacando-se os rios Munin e Una, que apresentam significativo equilíbrio em sua dinâmica, não se verificando eventos de alta magnitude relacionados com enchentes, fato positivo para as atividades turísticas. Um dos fatores que mais contribuiu para a popularidade do local foi a divulgação feita pelo Bumba Boi de Morros, manifestação cultural local, que sempre cantou as belezas naturais e pontos turísticos de sua terra natal e foi a causador do aumento da procura pelos pontos turísticos da cidade na década de 90, entre eles o rio Una. Esse público que visita Morros procura tanto as belezas naturais, quanto conhecer o Bumba Boi, o artesanato local, que fica cada vez mais rico e as comidas típicas o mercado desenvolveu-se para atender a grande demanda de pessoas, criando-se hospedarias, restaurantes gerando empregos diretos e indiretos, mas não suficiente. Origem Devido às numerosas elevações existentes no local, o município recebeu o nome de Morros. No início, era povoado pelos índios tupinambás e, a partir de 1750, começou a surgir a cidade, que passou a ser habitada por pessoas de diversas regiões à procura das riquezas naturais existentes no local, em especial da grande quantidade de andiroba, de onde é obtido o óleo, de larga utilização, sem contar a extração de madeiras de boa qualidade. Mas o que motivava a ida de moradores de outras localidades era a caça, pesca e o banho no rio Uma. A historia de Morros começa a ser contada a partir de 1898, quando foi criado o povoado. Em 29 de março de 1938, tornou-se município desmembrado de Icatu, tornando-se a partir daí um dos mais aprazíveis lugares para se visitar e conhecer suas notáveis belezas naturais. Em 1997, Morros perdeu parte do seu território para o município de Cachoeira Grande. Hoje, o município conta com uma população estimada em 15 mil habitantes e a maioria vive na zona rural. Sua economia está voltada, quase exclusivamente, para pesca artesanal e uma agricultura de subsistência com destaque para o cultivo da mandioca, arroz e fruto, onde o mais apreciado é a juçara. Não esquecendo o artesanato local com suas variedades. Distância Localizada a 150 km de Barreirinhas, e apenas a 100km da capital, Morros não deixa nada a desejar para as outras cidades do Estado. Com uma infra-estrutura, que atende aos requisitos dos turistas e visitantes mais exigentes, suas belezas encantam com atrações para gostos variados a todos tipos que ali chegam, sem o problema de pessoas nas altas temporadas disputando vagas e preços nas acomodações, Morros tem ainda todo charme de cidade pequena do interior do Maranhão. A acolhedora cidade é reflexo do educado tratamento dispensado por seu povo. Refúgio dos amantes da natureza, boemia e camping, Morros tem atraído, a cada final de semana, visitantes de todas as classes, que buscam a beira de seus rios descontrações e diversas formas. Uns procuram pousadas, que se destacam pela paz e sossego à beira do Uma; outros acampam com amigos em áreas mais afastadas e se dirigem aos barzinhos que chegam a ficar lotados. Em meio a esse cenário quase perfeito, a presença de alguns visitantes sem compromisso com a preservação do bem natural contribui para a degradação ambiental de determinadas áreas. Procurado para falar sobre o problema, o secretário de Turismo afirmou que medidas estão sendo tomadas com o intuito de diminuir esses impactos. Localização Localiza-se na região do Munim, limitando-se com os municípios de Icatu, Humberto de Campos, São Benedito do Rio Preto, Axixá e Cachoeira Grande. Quem sai de carro de São Luis deve seguir pela BR 135 até o KM 47, no município de Bacabeira, pegando a MA 110, que vai a Barreirinhas, passando pela cidade de Rosário, Axixá e, logo ali, grudadinha está a pacata cidade de Morros. Pode-se chegar também de ônibus, vans, motos e carros de passeios. Outra opção é a viagem de lancha, que sai de São José de Ribamar, 32 Km da capital até Icatu, e de lá seguindo pelo rio Munim até Morros. Infra-Estrutura A cidade conta com uma ótima infra-estrutura e diferentes opções de estadia e lazer com preços convidativos. Há ainda uma variedade gastronômica de altíssima qualidade, seguindo a fama da boa comida maranhense. Aspectos Naturais Sua geografia é caracterizada por uma grande quantidade de morros, com lindas paisagens de mata nativa, recoberta por formações vegetais distintas. O município faz parte da bacia do Munim e é banhado pelos rios Munim e seus afluentes: Uma, Mocambo, Axuí e outros. Dada a influência das marés que penetra pela foz, o rio é propício para a pesca tanto de água doce como de água salgada e apresenta uma navegabilidade em toda sua extensão no município, tornando um atrativo de grande beleza. Clima O clima da região é úmido com uma temperatura que gira em torno dos 36° ao dia. Já à noite, há uma temperatura agradável. Durante todo ano, há estações bem definidas com período de chuvas e estiagem. Atrativos O Rio Una possui uma beleza considerável por ter águas límpidas. Seu leito é formado de areia fina, alguns trechos de rochas e pedras; e as suas margens, compostas de uma vegetação exuberante. Podendo ser apreciado tanto em passeios de barcos pequenos ou canoas que levará o visitante também a conhecer outros balneários como: Una do Mato Grosso, Balneário Una dos Paulinos, Balneário do Bom Gosto, Una Grande, trilha ecológica, Una das pedras, Una das mulheres, Una dos escoteiros, Una dos Moraes e a cachoeira do Arruda, o mais bonito de todos balneários. Afastada da cidade e de acesso difícil, reservado apenas a carro tracionado, através de trilhas, a cachoeira do Arruda é um lugar paradisíaco, formado por uma pequena queda d’água e piscinas naturais, que proporcionam momentos mágicos a todos que ali chegam. Festas Religiosas A cidade de Morros tem suas festividades religiosas com destaque para a Festa de São Bernardo, realizada anualmente de 11 a 20 de agosto. É uma das maiores do município. Já a festa de Nossa Senhora Aparecida, que anualmente se comemora no dia 12 de outubro na igreja do mesmo nome, presta homenagem à padroeira do rio Munim, que, a partir de 2003, ganhou uma nova dimensão sobre a coordenação do padre Paulo. Com o apoio de Lobato, a festa tornou-se mais atrativa com novenas e romarias, onde, ao final, há diversas atrações culturais. O propósito dos organizadores é fazer com que os festejos de Nossa Senhora Aparecida sejam tão conhecidos como os de São José de Ribamar. Atrações Culturais No município de Morros, há diversas manifestações culturais, destacando-se entre elas: Dança Portuguesa, Tambor de crioula, Bumba-meu-boi, dos mais diversos sotaques, com destaque para o de Morros, criado em 1976, pela professora Marlene Muniz Ferreira, na escola Normal da cidade. Dois anos depois, a brincadeira foi assumida pela família Lobato, capitaneada pelo Sr. Zuza Lobato. O interessante é salientar que, em seu leito de morte, o Sr. Zuza chamou a esposa e pediu para que não deixasse que o boi acabasse. A partir de então, o senhor José Carlos M. Lobato se responsabilizou pela brincadeira e fez com que o Bumba-meu-boi de Morros se tornasse um dos mais conhecidos no Maranhão. A temática é sempre a natureza em todos os seus aspectos. Esportes de Aventura A cidade tem ainda outras atividades ligadas à natureza, que acabam surpreendendo os visitantes, como passeios em áreas ambientais, sítios e a prática de esportes de aventura. Uma das atrações mais procuradas são os passeios feitos em trilhas, de barco ou canoa além de outros, sem contar os famosos banhos em seus rios de águas geladas. www.morrosma.hpgvip.ig.com.br/text.htm biblioteca.ibge.gov.br/visualizacao/dtbs/maranhao/morro... www.ma.gov.br/2008/3/6/Pagina4405.htm
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