World / Brazil / Maranhao / Cody, 3 km from center Coordinates: 4°27'18"S   43°53'18"W

Codó - Maranhão - BrasilCodó - Maranhão - BrasilCodó - Maranhão - BrasilCodó - Maranhão - BrasilCodó - Maranhão - BrasilCodó - Maranhão - BrasilCodó - Maranhão - Brasil

Codó - Maranhão - Brasil


Cidade da região Leste Maranhense, que teve sua autonomia política em 16/04/1896. Está a 47m de altitude, 290 Km distante de São Luís e em 2007 o IBGE estima a sua população em 109.322 habitantes. A cidade é cortada pela BR-316 e a Estrada de Ferro S. Luís-Teresina. Localizada no Maranhão, a cidade é muito ligada a Teresina, distante só 120 Km. Tem no carnaval a principal festa, por começar uma semana antes da data oficial e atrai pessoas que buscam carnaval animado e sem violência. Promove outros carnavais ao longo do ano (fora de época) que são: Micarecodó, Codófolia e o mais famoso Cornofolia.

Mesorregião Leste Maranhense
Microrregião Codó
Região metropolitana
Municípios limítrofes Timbiras, Coroatá, Peritoró, Governador Archer, Gonçalves Dias, São João do Sóter, Caxias, Aldeias Altas, Chapadinha
Distância até a capital 290 quilômetros
Em princípios do atual século, Codó então cidade, possuía pequeno núcleo habitacional. Havia sido construído o primeiro armazém, ou paiol para armazenamento dos produtos agrícolas pertencentes a Raimundo Muniz. Comércio pioneiro continuado mais tarde por Semião de Macedo veio dominar o comércio ribeirinho com um grande armazém edificado em madeira. Transportando a pimenta, óleo e os produtos de São Luís. Os vapores navegavam no Itapecuru, levando consigo a produção agrícola dos lugares que o margeavam. Os vapores mais conhecidos foram: "São Pedro", "Rui Barbosa", "Gomes de Castro", "São Salvador", "Ipiranga", "O Maranhense", "São Paulo", "Santo Antônio", "Carlos Coelho" e "Balão". O "Gomes de Castro", foi um dos primeiros a navegar nas águas do rio Itapecuru. Anos depois, o "O Maranhense" naufragou adiante do porto da Gameleira, tendo sido trazido para a cidade de Codó, uma de suas partes, pelo conceituado médico da cidade, Dr. José Anselmo de Freitas. Destino igual ao "O Maranhense", tiveram também "Carlos Coelho" que naufragou em águas do rio Mearim, e o "São Salvador", que transportara o presidente Afonso Pena, quando de sua viagem até Caxias, naufragou, anos depois, num lugar chamado Caixeira, no município de Rosário.

O Loide Brasileiro, criado por decreto em 1890 e que tinha em sua diretoria o comandante José M. de Melo e Alvim, em 1891, foi transformada em sociedade anônima pelo decreto 165, permanecendo assim até 13 de agosto de 1913, quando foi encampada pelo governo, passando a chamar-se Loide Brasileiro, Patrimônio Nacional. Mais tarde, através do decreto 14.577, foi transformado novamente em Sociedade Anônima e, finalmente, em 13 de junho de 1937, foi encampada definitivamente pela União, através do decreto lei 120/37.

Logo após a criação, o Brasil, da Companhia Loide Brasileiro, nos moldes da empresa inglesa, a companhia construiu armazéns ao longo dos mais importantes centros comerciais ribeirinhos do Brasil. Um dos armazéns, construído em Codó, transformou o local como centro comercial da cidade, onde ancoravam os vapores levando e trazendo mercadorias, comércio esse que sustentou toda economia maranhense durante dezenas de anos, tendo a praia grande, em São Luís, como centro convulsivo do comércio ribeirinho. O primeiro armazém do Loide, construído no Maranhão, localizava-se no lugar Cachoeira Grande.

Em 1892, construía-se a primeira indústria de Codó - Companhia Manufatureira e Agrícola, de propriedade de Emílio Lisboa, tendo como engenheiro o Dr. Palmério Cantanhede. Um dos diretores da fábrica, genro do seu proprietário era o Sr. João Ribeiro, que em 1908 levava para Codó o Sr. Sebastião Archer da Silva, até então solteiro, que para ali fora exercer as funções de escriturário. Casou-se depois com a Sra. Maria José Bayma "Dona Zezé", filha do então chefe político Manoel Ferreira Bayma, que veio a falecer em 1919. Do casamento nasceram Remy, Renato, Ruy e Rute, tempos depois do falecimento de D. Zezé, Sebastião Archer enamorou-se de D. Marita Bayma, casaram-se, nascendo desse casamento Ronaldo Archer. Acumulando ações, veio mais tarde Sebastião Archer a ter o monopólio da Fabrica, que no período da segunda guerra mundial sofreu grande crise, fechando definitivamente suas portas na década de 50. Sebastião Archer, constituiu-se uma das grandes expressões políticas do Estado, foi Governador e Senador, Seus filhos Remy archer, foi diretor da estrada de ferro São Luís - Teresina; Ruy Archer, formou-se em medicina; Renato Archer, comandante da Marinha Brasileira, herdando do seu pai a liderança política, exerceu vários cargos eletivos, tendo sido inclusive candidato a Governador do Maranhão, havendo a sua faina política interrompida com a suspensão dos seus direitos políticos por força de ato do governo revolucionário. Encontrando-se no momento reintegrando-se à sua causa nas hostes da oposição. São, os Archer, gozadores da afeição dos seus conterrâneos, pelo comportamento e pela educação com as quais sempre os trataram .

A fábrica no inicio do século intensificou, sobremaneira a navegação marítima já então acentuada, pois saía de Codó a produção têxtil somada à mercadorias diversas já existentes. A fábrica produzia o melhor fio do estado, dentre os seus padrões destacavam-se os tecidos "Floriano" e "Itapecuru".

Ainda no início do século uma morte consternava toda a cidade. Um belo pé de sapucaia no local onde é hoje Largo Renê Bayma, ornava junto com o riacho que corria por baixo de uma rampa no lugar onde , hoje funciona o cinema, ponto de atração da época. Na rua da Vala, perto da capela de São Benedito, moravam os empregados de Semião de Macedo. Na rua do Mato, que saía do largo do balão em direção à casa de saúde, houve um grande incêndio, que destruiu dezenas de casebres. Era a rua do Mato o centro de atração dos festejos de Santo Antônio.

Na década de 1900, Codó foi visitada pelo ilustre presidente Afonso Pena. Chegou a bordo do vapor São Salvador, viajando com destino a Caxias, durante sua estada no Norte do Brasil. Reteve-se, para conhecer, pessoalmente no Maranhão, às más condições de navegação do Rio Itapecuru até a cidade de Caxias. Ao meio dia, ancorava na rampa da Igreja o vapor conduzindo o presidente, para quem já se havia preparado um banquete na casa de José Cândido Ferreira. A banda de música de Alcides de Oliveira, presente ao acontecimento, executava belos dobrados em homenagem ao presidente. A viagem, porém, o havia deixado bastante cansado, pois marcada por sucessivos encalhes da embarcação, que serviram para que o presidente viesse, após o seu retorno, a concientizar-se da real necessidade de construção da estrada de ferro, que tinha no Dr. Benedito Leite o impulsor maior do seu decreto. Sem ao menos tocar na comida, Afonso Pena desculpou-se, agradecendo as manifestações. Embarcou no Vapor e rumou para Caxias. O resultado dessa viagem foi extremamente benéfico para o estado, pois já em 1905, o engenheiro Carvalho de Almeida, procedia o reconhecimento da zona onde se assentariam os trilhos da nova Ferrovia, ligando São Luís a Caxias, posteriormente a Cajazeiras (Timon).

Em 03 de fevereiro de 1905, era sancionado pelo presidente da República o decreto Lei no. 1.329, que determinava a construção de uma estrada de ferro São Luís - Cajazeiras, no Estado do Maranhão. As despesas foram calculadas em dezessete contos e duzentos e dezesseis mil réis. Abriu-se a concorrência e 03 propostas foram apresentadas.

Nascimento Morais Filho

Características geográficas
Área 4.364,499 km²
Densidade 26,4 hab./km²
Altitude 47 metros
Clima equatorial
Fuso horário UTC-3

Indicadores
IDH 0,558 PNUD/2000
PIB R$ 213.728.000,00 IBGE/2004
PIB per capita R$ 1.877,00 IBGE/2004

Geografia
Localiza-se no leste maranhense. A sua localização faz com que a cidade seja cortada pela BR-316 e a linha ferroviária São Luís - Teresina que segue até Fortaleza e serve de principal porta de escoamento da produção agroindustrial. A cidade apesar de estar no estado do Maranhão é muito mais ligado a capital piauiense Teresina pela proximidade de apenas 120 quilômetros.

Tem no seu carnaval a principal festa, famoso por começar uma semana antes da data oficial atraindo pessoas de toda a redondesa principalmente Teresina e São Luís que procuram um carnaval animado e sem violência. A cidade também conta com vários canavais fora de época estando entre os principais: Micarecodó, Codó Folia e o famoso Cornofolia.

História
O início do povoamento de Codó data do ano de 1780, sendo um dos seus primeiros exploradores o agricultor Luís José Rodrigues. Antigo armazém de mercadorias, situado às margens do rio Itapecuru, foram fatores importantes para o seu desenvolvimento as atividades agrícolas mantidas pelo rico senhores da aristocracia rural maranhense e por agricultores portugueses instalados na Colônia Petrópolis, numa iniciativa de Francisco Marques Rodrigues. Decisiva também para o seu crescimento foi a imigração de sírios e libaneses, a partir de 1887.


O povoado de Codó foi elevado à categoria de vila por meio de Resolução Régia, assinada no dia 19 de abril de 1833. Através da Lei estadual n°13, sancionada pelo governador Alfredo de Cunha Martins, no dia 16 de abril de 1896, passou à condição de cidade.

Localizado a 292 quilômetros de São Luís, Codó foi grande produtor de algodão desde período colonial, participando ativamente do processo de industrialização do estado no setor têxtil, com funcionamento de uma fábrica que produzia algodãozinho, brins, mesclas, riscados e sacaria. Hoje destaca-se na produção de arroz, mandioca, milho e feijão. Limita-se geograficamente com os municípios de Afonso Cunha, Aldeias Altas, Caxias, Coroatá, Chapadinha, Dom Pedro, Gonçalves Dias, Governador Archer, Lima Campos e Santo Antônio dos Lopes.

Codó tem como principal característica arquitetônica seus casarões e armazens antigos, tendo sua prefeitura (1896), estação ferroviária (1920) e ofício do registro civil (1910) no centro da cidade como destaque. Com um centro comercial continuo e de grande expressão, tendo na segunda-feira seu ápice, as ruas ao redor do mercado central tomadas por barracas e ambulantes, atraindo pessoas de cidades vizinhas como Coroatá, Timbiras etc.

É cortada por vários corregos como o da Água Fria e por três rios principais que são o Codozinho, o Saco e o Itapecuru. Sendo que os três se encontram e desembocam na Baia de São marcos próximo a capital São Luís.

www.estacoesferroviarias.com.br/ma-pi/codo.htm
www.ferias.tur.br/localidade/2437/codo-ma.html
achetudoeregiao.com.br/MA/codo/historia.htm
www.portalcodo.com.br/pagina.php?id=7
www.ma.gov.br/2008/3/6/Pagina4410.htm
www.eafcodo.ma.gov.br/
www.cultura.ma.gov.br/site_dph/jsp/cadastro/noticia/vis...
Wikipedia article: http://pt.wikipedia.org/wiki/Codó
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