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Pará de MinasPará de Minas é um município brasileiro do estado de Minas Gerais. Sua população estimada em 2006 era de 81.739 habitantes.
História Os primórdios da povoação que deu origem à atual cidade de Pará de Minas, remontam do final do século XVII, época em que o fluxo das bandeiras paulistas tornou-se constante nessas paragens, devido à grande quantidade de ouro existente nas minas de Pitangui, área compreendida entre os Rios Pará, Paraopeba e São João. Um pequeno povoado se estabeleceu, em um ponto de pouso dos viajantes e suas comitivas, às margens do Ribeirão Paciência. Nele, segundo a lenda, fixou-se o mercador português Manuel Batista, apelidado de "Pato-Fofo" em face de ser baixo e gordo, e pela sua vaidade de aparentar grandes posses, apesar de ser pobre. Manuel Batista se estabeleceu em uma fazenda que passou a explorar. A casa onde residiu é considerada a primeira edificação da cidade, e hoje, abriga o Museu Histórico de Pará de Minas. Em decorrência do apelido que Manuel Batista adquiriu, o lugar ficou conhecido com Patafufio ou Patafufo, corruptelas de "Pato Fofo". O professor e doutor em História Flávio Marcus da Silva questiona o mito de Manuel Batista. A palavra “fofo”, segundo o doutor, pode significar “impostor” ou “quem alardeia fidalguia ou riqueza diante de quem não o conhece”, o que desautoriza a natural associação de “fofo” com o qualificativo “gordo”. Como o nome original do arraial era Patafufio, outra especulação é possível. “Fufio” significava “pessoa destituída de mérito, mas engrandecida pelo acaso”. Tudo indica que a mítica figura de Manuel Batista vai ficar sem uma interpretação histórica absoluta. O marco inicial de nossa história verifica-se através da elevação de Pitangui à categoria de Vila de Nossa Senhora da Piedade de Pitangui em 6 de Fevereiro de 1715, uma vez que o povoado de Patafufo pertencia a Pitangui. Afirma o historiador Teóphilo de Almeirda, que a mais antiga notícia oficial sobre o povoado, só aparece através da Provisão Episcopal de 3 de Julho de 1772, que instituiu a primeira capela no lugar do Patafufio da frequesia de Pitangui, com a invocação que escolheram os moradores e no sítio que marcou o Padre João Pimenta da Costa, como consta em "Instituições de Igrejas no Bispado de Mariana", do Cônego Raimundo Trindade. Em 1800, um viajante refere brevemente ao arraial como um "pequeno núcleo de povoação" que cuidava de plantações e tecidos de algodão. Mapas Paroquiais de 1826, indicavam que a Vila e Freguesia de Nossa Senhora do Pilar de Pitangui compreendia 08 (oito) capelas filiais, e dentre elas estava a de Nossa Senhora da Piedade de Patafufo, com 314 fogos ou casas e 1646 almas ou habitantes. Por volta de 1823, aportou-se em Pará de Minas um mestre-escola, o Sr. João Ezequiel Pereira, para ensinar as primeiras letras ao sexo masculino, porque as mulheres se ensinava a coser, lavar, fazer rendas, e outras tarefas domésticas. As mulheres de Pará de Minas, como as demais mulheres do Brasil, estavam confinadas dentro da esfera doméstica enquanto os homens tinham domínio da política, educação e poder em geral. Em 27 de março de 1828 foi criada a primeira escola pública do curso primário no Arraial do Patafufo. Em 27 de julho de 1830 foi nomeado o Sr. Joaquim da Rocha Ribeiro para professor de primeiras letras. Por Decreto Imperial de 1832, o Curato de Patafufo passou a integrar a Paróquia de Mateus Leme, e em 1836 foi incorporado a Freguesia de Pitangui pela Lei n. 50 de 8 de Abril. A Paróquia, com a denominação de Nossa Senhora da Piedade do Patafufo foi criada exatamente 10 anos depois. Com a implantação do Império, por Lei Provincial n. 386 de 9 de Outubro de 1848, o então Presidente da Província de Minas Gerais, Sr. Bernadino José de Queiroga, elevou o Arraial de Patafufio a categoria de Vila, com a denominação de Vila do Patafufio, que compreendia o seu território e os de Santana do São João Acima, Mateus Leme, São Gonçalo e Santo Antônio do São João Acima. Em 1850, pela Lei n. 472, foi suprimida a condição de Vila do Patafufio, pelo fato de não terem construído os edifícios da Câmara, Conselho de Jurados e da Cadeia, conforme exigência da Lei 386, voltando o território a pertencer ao Município de Pitangui. Satisfeitas as exigências legais, em 8 de junho de 1858, a Lei Provincial n. 882 veio restaurar a Vila, alterando também o seu nome para Vila do Pará e o da Paróquia, para Nossa Senhora da Piedade do Pará. a Vila do Pará foi instalada em 20 de Setembro de 1859. Em decorrência de acirradas disputas políticas entre os chamados "Cascudos" (conservadores) e "Chimangos" (liberais), a Lei Provincial n. 1889 de 15 de julho de 1872 suprimiu novamente o Município do Pará, incorporando seu território ao de Pitangui. Dois anos depois em 23 de Dezembro de 1874, foi restabelecida novamente a Vila do Pará através da Lei n. 2081, ficando definitivamente seu território desligado do de Pitangui. A reintalação da Vila do Pará ocorreu em 25 de março de 1876 em sessão solene na Câmara Municipal. Em 13 de novembro de 1891 pela Lei n. 11, foi criada definitivamente a Comarca do Pará, que foi instalada em 7 de junho de 1892. Em 5 de Novembro de 1877, através da Lei n. 2416 a Vila do Pará foi elevada a categoria de cidade, sob a denominação Cidade do Pará. Por força da Lei n. 806 de 22 de Setembro de 1921, o município passou a denominar-se Pará de Minas. A cidade deve seu nome ao maior rio do município, o Pará. O toponimo "Pará", significa volumoso, o colecionador de águas, e "De Minas", apenas um aditivo a distinguir o município mineiro do Estado do Pará. Wikipedia article: http://pt.wikipedia.org/wiki/Pará_de_Minas This article is protected. Category: city municipality
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