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Campina GrandeCampina Grande é a segunda cidade mais populosa do estado de Paraíba. Fica a 120 km da capital do estado, João Pessoa. É considerada um dos principais pólos industriais e tecnológicos da Região Nordeste do Brasil. Campina Grande foi fundada em 1º de dezembro de 1697, tendo sido elevada à categoria de cidade em 11 de outubro de 1864.
A cidade possui uma agenda cultural variada, destacando-se os festejos de São João, que acontecem durante todo o mês de junho (chamado de "O Maior São João do Mundo"), a Micarande, um dos mais tradicionais carnavais fora de época do país, o Encontro da Nova Consciência, um econtro ecumênico realizado durante o carnaval, além do Festival de Inverno. Campina Grande tem destaque nas áreas de informática, serviços (saúde e educação), no comércio e na indústria, principalmente indústria de calçados e têxtil, que são suas principais atividades econômicas. Sedia empresas de porte nacional e internacional. Campina Grande também é conhecida como cidade universitária, pois conta com duas universidades públicas. É comum estudantes do Nordeste e de todo o Brasil virem morar na cidade para estudar nas universidades locais. Além de ensino superior, a cidade oferece capacitação para o nível médio e técnico. História A urbanização da cidade tem um forte vínculo com suas atividades comerciais desde os primórdios até hoje. Primeiramente a cidade foi lugar de repouso para tropeiros, em seguida se formou uma feira de gado e uma grande feira geral (grande destaque no Nordeste). Posteriormente, a cidade deu um grande salto de desenvolvimento devido às atividades tropeiras e ao crescimento da cultura do algodão, quando Campina Grande chegou a ser a segunda maior produtora de algodão do mundo. Atualmente, a cidade tem grande destaque no setor de informática e desenvolvimento de softwares. Abaixo, seguem-se as etapas da urbanização da cidade de Campina Grande, passando pelos estados de "sítio", vila e cidade. Ocupação pelos índios Ariús Normalmente a origem de Campina Grande é creditada à ocupação pelos índios Ariús no sítio de Campina Grande, liderados por Teodósio de Oliveira Lêdo, Capitão-mor dos Sertões, em 1º de dezembro de 1697. Entretanto, alguns autores não concordam com essa versão, sugerindo que o local já era povoado (com o nome de Campina Grande) na chegada de Teodósio com os Ariús. O Capitão-mor teria feito, nessa última versão, a consolidação do povoado e seu desenvolvimento, integrando o sertão com o litoral, levando em consideração que o posicionamento geográfico de Campina Grande é privilegiado, sendo passagem dos viajantes do oeste para o litoral paraibano. Os Ariús formaram a primeira rua do lugar, com casas de taipas. Mais tarde a rua foi chamada de Rua do Oriente, que hoje é a rua Vila Nova da Rainha. A igreja construída no alto da ladeira deu origem a várias casas em seus arredores e atualmente é a Catedral de Campina Grande. O largo da Matriz, a rua onde foi contruída a igreja, posteriormente tornou-se uma das ruas mais importantes da cidade: a Avenida Floriano Peixoto. A economia do povoado era sustentada pela feira das Barrocas, por onde passavam vários boiadeiros e tropeiros. Assim, aos poucos, o povoado torna-se vila, devido ao progresso comercial que havia obtido. Quando o povoado de Campina Grande surgiu, poucos locais populosos existiam na Paraíba, a exemplo: Alhandra e Jacoca, Baía da Traição e Cabedelo, no litoral; Monte-mor, Taipu e Pilar, na região da Várzea; Boqueirão, no Cariri; e Piranhas e Piancó, no Sertão. Surgimento da vila No fim do século XVIII, a Coroa pretendia criar novas vilas na província. Nesta época, a província da Paraíba era sujeita à de Pernambuco, cujo governador era D. Tomás José de Melo. Em 1787, o ouvidor da província da Paraíba, Antônio F. Soares, pediu ao governador de Pernambuco a criação de três vilas na capitania. Duas dessas vilas o ouvidor criaria em Caicó e em Açu, onde já havia povoamentos que, nesta época, faziam parte da Capitania da Paraíba. A outra, pretendia criar na região do Cariri, que compreendia parte do que hoje são a Microrregião do Cariri Oriental e do Cariri Ocidental. Campina Grande e Milagres eram as duas freguesias candidatas a virarem vila que estavam naquela região. Assim, em abril de 1790, Campina Grande foi escolhida pelo Ouvidor Brederodes para se tornar vila, devido à suas terras cultivadas produzirem mais riquezas e principalmente devido à sua melhor localização, estando entre a capital no litoral e o sertão. No dia 6 de abril, Campina Grande passou a ser chamada oficialmente de Vila Nova da Rainha, em homenagem à Rainha Dona Maria I. Apesar da mudança de nome, os habitantes locais continuaram a chamar o lugar de Campina Grande, e somente em textos oficiais e formais o nome Vila Nova da Rainha era utilizado. A cadeia de Campina Grande foi contruída em 1814, no largo da Matriz (atual Avenida Floriano Peixoto). Este prédio hoje em dia é o Museu Histórico e Geográfico de Campina Grande. Assim, Campina Grande alcançou a categoria de vila em 1790. A vila então possuía câmara municipal, cartório e pelourinho. Entretanto, a Vila Nova da Rainha não despertou grande interesse da província e crescia ainda muito lentamente: depois de oito anos criada a vila, possuía pouco mais de cem casas com apenas três mil habitantes. O território ocupado por Campina Grande era bastante abrangente: compreendia o Cariri (a não ser por Serra do Teixeira), parte do Agreste, parte do Brejo, abrangendo os povoados de Fagundes, Boqueirão, Cabaceiras, Milagres, Timbaúba do Gurjão, Alagoa Nova, Marinho, e outros, ao todo somando um território de mais de 900 km². Em 1852 a população da Vila já era de 17 900 pessoas. Mas em 1856, uma epidemia matou cerca de 1550 pessoas do lugar, diminuindo quase 10%25 de sua população, chegando aos corpos ficarem sem espaço para serem sepultados nas igrejas. A cidade Em 11 de outubro de 1864, de acordo com a Lei Provincial nº 137, Campina Grande se eleva à categoria de cidade. Neste momento, a Paraíba tinha dezesseis vilas e mais seis cidades: Parahyba (atual João Pessoa), Mamanguape, Areia, Sousa e Pombal (Paraíba). A cidade de Areia, que se tornou cidade já em 1846, havia se tornado a mais destacada da Paraíba, fora a capital, tanto econômica, social e politicamente. Além disso, Areia tinha grande influência cultural e intelectual. Embora Campina Grande não fosse tão bem edificada quanto Areia, não era menor que ela. Na época, a cidade de Campina Grande tinha três largos, quatro ruas e cerca de trezentas casas. Possuía, ainda, duas igrejas: a da Matriz (hoje a Catedral) e a Igreja Nossa Senhora do Rosário, que veio a ser destruída mais tarde pelo prefeito Vergniaud Wanderley (hoje existe outra igreja com o mesmo nome). Possuía também uma cadeia e uma Câmara Municipal, entre outras contruções. Apesar de todo o desenvolvimento comercial que a cidade obteve, o aspecto urbano da mesma não mudava praticamente nada. Em alguns anos, apenas os prédios da Cadeia Nova, da Casa de Caridade, do Grêmio de Instrução e o Paço Municipal foram construídos. Porém, em se tratando de casas, muitas foram construídas fazendo com que, no fim do século XIX, Campina Grande tivesse cerca de 500 casas. No ano de 1864 foi contruído um prédio onde se faria o mercado. Este lugar teve vários nomes, dentre os quais "Largo do Comércio Novo", "Praça da Uruguaiana", "Praça das Gameleiras", "Praça da Independência" e, por fim, "Praça Epitácio Pessoa". Em 1870 uma lei (Lei Provincial nº 381) proibia que se fizessem banhos ou lavagem de roupas e de animais no Açude Novo, assim como ficou proibido vaquejadas nas ruas da cidade. Em 1872, conforme o Decreto Imperial do dia 18 de setembro de 1865, faz padrão o sistema métrico decimal francês em Campina Grande. Crescimento com o Ouro Branco Com o tempo a cidade ia se desenvolvendo, mas somente no início do século XX foi que mudanças econômicas e mudanças nas condições de vida vieram a realmente acontecer significativamente. O algodão no início do século XX foi para Campina Grande a principal atividade responsável pelo crescimento da cidade, atraindo comerciantes de todas as regiões da Paraíba e de todo o Nordeste. Até a década de 1940, Campina Grande era a segunda maior exportadora de algodão do mundo, atrás somente de Liverpool, na Inglaterra. Por isto, Campina Grande já foi chamada de a "Liverpool brasileira". Devido ao algodão, nesses anos Campina viu crescer sua população de 20 mil habitantes, em 1907, para 130 000 habitantes, em 1939, o que representa um crescimento de 650%25 em 32 anos. A produção de algodão teve um impulso importante com a chegada das linhas ferroviárias para a cidade. Com o uso do trem, houve uma grande mudança na economia local: Campina pôde mais facilmente exportar sua produção de algodão (o "Ouro Branco"), assim como outros produtos para os portos mais próximos, principalmente o de Recife. Até 1931, a Paraíba foi o maior produtor de algodão do Brasil, com produção de 23 milhões de quilos de algodão em caroço. Com a crise do café em São Paulo, este passou a produzir algodão como alternativa. Em 1933, São Paulo já produzia 105 milhões de quilos em comparações com seus 3,9 milhões em 1929. Vários fatores foram responsáveis para o decadência de Campina Grande no ramo do algodão, os principais foram: 1) inexistência de um porto na Paraíba para grandes navios, fazendo com que Campina Grande tivesse que usar o porto de Recife, mais distante, para o transporte do algodão); 2) preço em comparação ao produto de São Paulo; 3) Ingresso de outras empresas estrangeiras no mercado do algodão. Se João Pessoa, na época, tivesse um porto pelo menos do tamanho do de Recife, a história poderia ter sido diferente; Campina Grande continuaria por mais alguns anos a possuir o crescimento anormal que estava tendo e hoje seria uma cidade muito maior. No decorrer do século XX, a capital da Paraíba, João Pessoa, perdeu importância e viu a ascensão de Campina Grande, cidade do interior do estado. A economia pessoense, na primeira metade do século, praticamente se estagnou. Até os anos 60, era, com um exagero talvez, praticamente uma capital administrativa, pois Campina Grande aproximou-se do posto de João Pessoa de cidade mais importante do estado, já que, nesse período, Campina Grande despontava como importante pólo comercial e industrial não só do estado, mas também da Região Nordeste. João Pessoa, naquela época, tinha poucas indústrias e apenas desempenhava funções administrativas e comerciais. A partir dos anos 60, após grandes investimentos privados e governamentais, tanto do governo estadual quanto do governo federal, João Pessoa ganhou novas indústrias e importância, reafirmando sua posição de cidade principal do estado, em termos econômicos. Tech City Há muito tempo o município apresenta forte participação na área tecnológica. Nos anos 40, Campina Grande era a segunda exportadora de algodão do mundo, sendo o primeiro lugar Liverpool, na Grã-Bretanha. Em 1967, a cidade recebe o primeiro computador de toda a Região Nordeste do Brasil, que ficou no Núcleo de Processamento de Dados da Universidade Federal da Paraíba, Campus II (hoje Universidade Federal de Campina Grande). Hoje, tantos anos depois, Campina Grande é referência em se tratando de desenvolvimento de Software e de indústrias de informática e eletrônica. A revista americada Newsweek escolheu, na edição de abril de 2001, nove cidades de destaque no mundo que representam um novo modelo de Centro Tecnológico. O Brasil está presente na lista com Campina Grande, que foi a única cidade escolhida da América Latina. Em 2003, mais uma menção foi feita à cidade: desta vez referenciada como o "Vale do Silício brasileiro", graças, além da high tech, às pesquisas envolvendo o algodão colorido ecologicamente correto. As nove cidades escolhidas pela Newsweek foram: Akron (Ohio - EUA); Huntsville (Alabama - EUA); Oakland (Califórnia - EUA); Omaha (Nebraska - EUA); Tulsa (Oklahoma - EUA); Campina Grande (Paraíba - Brasil); Barcelona (Espanha); Suzhou (China); Côte d'Azur (França)). O primeiro computador de todo o Nordeste foi instalado aqui, em 1967, ocupando todo o primeiro andar do prédio.Segundo a revista, o motivo para o sucesso foi a Universidade Federal da Paraíba, Campus II (que em 2002 tornou-se a Universidade Federal de Campina Grande). Desde 1967, quando os acadêmicos conseguiram apoio para comprar o primeiro computador do nordeste, um mainframe IBM de US$ 500 mil, criou-se uma tradição na área de computação que hoje tem reconhecimento em todo o mundo. Campina Grande possui cerca de setenta e seis empresas produtoras de software, o que representa mais de 500 pessoas de nível superior faturando, ao todo, 25 milhões de reais por ano, o que representa 20%25 da receita total do município. Ultimamente, o mais importante vínculo criado na cidade foi com o TecOut Center, em 2004, que fez aliança com a Fundação Parque Tecnológico da Paraíba, que desde 1984, em sua fundação em Campina Grande, deu origem a mais de 60 empresas de tecnologia. O TecOut Center surgiu com o objetivo de aproximar as empresas de tecnologias brasileiras das chinesas, propiciando uma interação tecnológica entre o Brasil e a China, gerando empregos e fortalecendo o desenvolvimento local. Dados geográficos Localização A cidade localiza-se no interior do estado da Paraíba, no agreste paraibano, na parte oriental do Planalto da Borborema. Está a uma altitude média de 552 metros acima do nível do mar. A área do município abrange 620,6 km². Fazem parte do município de Campina Grande os seguintes distritos: Catolé de Boa Vista, Catolé de Zé Ferreira, São José da Mata, Santa Terezinha e Galante. Distâncias entre Campina Grande e algumas capitais brasileiras: 120 km - João Pessoa 191 km - Recife 270 km - Natal 374 km - Maceió 541 km - Aracaju 709 km - Fortaleza 879 km - Salvador 1 530 km - São Luís 2 378 km - Rio de Janeiro 2 700 km - São Paulo 1 094 km - Teresina População Crescimento da população em Campina Grande ao longo dos anos, a partir de 1697. Pontos azuis significam medições reais, a linha reta é apenas uma interpolação.Campina Grande possui 379 871 habitantes (densidade demográfica de 612 hab/km²), segundo estimativas do IBGE em 2006. Em 1991 o Índice de Desenvolvimento Humano era de 0,647, subindo para 0,721 em 2000. Houve uma época em que Campina Grande teve um crescimento anormal, devido ao cultivo do algodão, no início do século XX até o final da década de 1930. Nesses anos, Campina viu crescer sua população de 20 mil habitantes, em 1907, para 130 000 habitantes, em 1939, o que representa um crescimento de 650%25 em 32 anos. Influência política e econômica Campina Grande exerce grande influência política e econômica sobre o "Compartimento da Borborema", que é composto de mais de 60 municípios (1 milhão de habitantes) do estado da Paraíba. O Compartimento da Borborema engloba 5 microrregiões conhecidas como Agreste da Borborema, Brejo Paraibano, Cariri, Seridó Paraibano e Curimataú. No dia 15 de setembro de 2004, a Assembléia Legislativa da Paraíba aprovou o projeto de lei que tinha como objetivo criar a Região Metropolitana de Campina Grande, que abrangia 22 municípios, sobre os quais Campina Grande exerce grande influência [3]. O projeto estava previsto para ser efetivado no início de 2005. Os municípios participantes eram: Alagoa Nova, Areial, Aroeiras, Barra de Santana, Boa Vista, Boqueirão, Caturité, Esperança, Fagundes, Gado Bravo, Ingá, Itatuba, Lagoa Seca, Massaranduba, Matinhas, Montadas, Pocinhos, Puxinanã, Queimadas, Riachão do Bacamarte, São Sebastião de Lagoa de Roça, Serra Redonda. A região metropolitana teria uma população estimada de 1 milhão de habitantes. No entanto, o governador Cássio Cunha Lima vetou o projeto no dia 21 de novembro [4]. Os argumentos utilizados foram que, além de inconstitucional, uma vez que não é do Poder Legislativo, mas do Executivo a prerrogativa de tal iniciativa, ele pretendia realizar uma discussão com os prefeitos recém-eleitos para os municípios em questão, inclusive com o de Campina Grande. Clima Campina Grande, por situar-se no agreste paraibano, entre o litoral e o sertão, possui um clima menos árido do que o predominante no interior do estado (clima equatorial semi-árido). Além disso, a altitude de 552 metros acima do nível do mar garante temperaturas mais amenas durante todo o ano. As temperaturas máximas são de 32 °C nos dias mais quentes de verão e 28 °C em dias de inverno. As temperaturas mínimas ficam em torno de 23 °C nos dias mais quentes de verão, ou 15 °C nas noites mais frias do ano. A umidade relativa do ar está entre 75 a 82 %25. O inverno começa em maio e termina em agosto. Hidrografia Apesar de Campina Grande não possuir rios de proporção significativa, possui atualmente dois açudes: o Açude Velho e o Açude de Bodocongó. Destes, o maior e mais importante é o Açude Velho, que tem área de mais de 250 m² e é um dos cartões-postais da cidade. Antigamente existia um outro açude, o Açude Novo, mas sobre este foi construído um parque público. O Açude Novo hoje representa outro importante cartão-postal de Campina Grande. Outra característica hidrográfica Campina Grande separa, como área dispersora de águas fluviais, os afluentes do Rio Paraíba (nas direções sul e sudeste) dos afluentes do Rio Mamanguape (direções norte e nordeste). Vegetação A paisagem florística é bastante diversificada, apresentando formações de palmáceas, cactáceas em geral, legumináceas e bromeliáceas, além de rarefeitas associações de marmeleiros, juazeiros, umbuzeiros, algarobos, etc. Campina Grande encontra-se próxima das fronteiras de várias microrregiões de climas e vegetações distintas. Ao nordeste do município, a vegetação é mais verde e arborizada, como no Brejo Paraibano. Ao sudeste, encontra-se uma paisagem típica do agreste, com árvores e pastagens. A caatinga, vegetação rasteira, é a predominante no oeste e sul do município, típicos do clima e vegetação do Cariri. Arborização As quinze plantas ou árvores mais utilizadas na arborização campinense são (da mais freqüente à menos freqüente): Cássia-amarela, Algaroba, Sombreiro, Castanhola, Mata-fome, Cacau-bravo, Ipê-amarelo, Flamboyant, Oitizeiro, Figo-benjamina, Oliveira, Palmeira-imperial, Aroeira-da-praia, Espatódia e Cássia-brasil. Economia De acordo com estimativa do IBGE do ano de 2004, o PIB de Campina Grande foi de 2,442 bilhões de reais (0,16%25 do PIB nacional). Logo, houve um crescimento de 27,8 %25 entre os PIB dos anos de 2002 (1,6 bi) e 2004. Em 2004, Campina Grande se mostrou uma das cinco cidades com maior PIB do interior do Nordeste, que foram: Feira de Santana - BA (2,600 bi), Campina Grande - PB (2,045 bi), Ilhéus - BA (1,853 bi), Canindé de São Francisco - SE e Petrolina - PE (1,609) [5]. Neste ano, o setor industrial apresentou um bom desempenho, principalmente em vestuário e calçados. As principais atividades econômicas do município de Campina Grande são: extração mineral; culturas agrícolas; pecuária; indústrias de transformação, de beneficiamento e de desenvolvimento de software; comércio varejista, atacadista e serviços. O município é grande produtor de software para exportação. A posição privilegiada de Campina Grande contribui para que seja um centro distribuidor e receptor de matéria-prima e mão-de-obra de vários estados. Campina Grande tem grande proximidade com três capitais brasileiras: Natal, João Pessoa e Recife. Além disso, dentro do próprio estado, situa-se no cruzamento entre a BR-230 e a BR-104. Setores Até em 2003, Campina Grande possuía aproximadamente 1229 fábricas (atividade industrial), 200 casas de comércio atacadista e 3200 unidades de comérico varejista. No setor de prestação de serviços, Campina Grande é um importante centro econômico, especialmente para as dezenas de cidades que fazem parte do Compartimento da Borborema. Na agricultura, destaca-se o algodão herbáceo, feijão, mandioca, milho, sisal, além de outros produtos de natureza hortifrutigranjeira que representam 6000 toneladas mensalmente comercializadas. A pecuária atua em função da bacia leiteira. Já em 1934, era inaugurada a primeira usina de pasteurização do município. A área de informática movimenta anualmente cerca de 30 milhões de dólares (o que ainda é bem pouco perto do grande potencial dos softwares), com cerca de 50 empresas de pequenas, médio e grande porte. Administração Campina Grande possui o segundo maior colégio eleitoral da Paraíba com 255 282 eleitores distribuídos em 598 secções e quatro zonas eleitorais. O primeiro Colégio Eleitoral de Campina Grande foi criado em 1878, e possuía apenas 34 eleitores. Prefeitos Até 1895, as funções executivas de Campina Grande eram exercidas pelo Conselho Municipal. Em 2 de março de 1895, o cargo de Prefeito Municipal foi criado, pela Lei Estadual nº 27, sendo o primeiro prefeito de Campina foi o major Francisco Camilo de Araújo e o primeiro vice-prefeito Silvino Rodrigues de Sousa Campos. Somente em 1947 o povo passou a escolher os prefeitos da cidade diretamente, através das eleições. O prefeito atual de Campina Grande é Veneziano Vital do Rêgo Segundo Neto. Bairros e distritos Existem oficialmente 49 bairros em Campina Grande. Recentemente novos bairros foram formados, como o bairro Jardim Borborema, dentro outros, que ainda não foram reconhecidos. Além desses bairros, Campina tem atualmente seis distritos, cujos os principais são Galante e São José da Mata. Turismo e lazer Herdeira da cultura nordestina, Campina Grande luta por manter vivo o rico patrimônio representado pelas manifestações culturais e populares dessa região. A quadrilha junina, o pastoril, as danças folclóricas, o artesanato, etc., são alguns exemplos de manifestações da cultura popular que ainda encontram lugar na cidade. Historicamente, Campina Grande teve, e continua tendo, papel destacado como pólo disseminador da arte dos mais destacados artistas arraigados na cultura popular nordestina, a exemplo dos "cantadores de viola", "emboladores de coco", poetas populares em geral. Especialmente na música, é inegável a importância desta cidade na divulgação de artistas do quilate de Luiz Gonzaga, Rosil Cavalcante, Jackson do Pandeiro, Zé Calixto, dentre muitos, e até pelo surgimento de outros tantos como Marinês, Elba Ramalho, etc. Eventos como "O Maior São João do Mundo", Festival de Violeiros, "Canta Nordeste", as vaquejadas que se realizam na cidade, além de programações específicas das emissoras de rádio campinenses, contribuem fortemente para a preservação da cultura regional. Áreas verdes O Açude de Bodocongó é um açude originalmente criado por conta da escassez de água na região, uma vez que o Açude Novo e o Açude Velho já não estavam suprindo as necessidades da população. Além do mais, o Açude de Bodocongó fica muito distante dos Açudes Novo e Velho, podendo abastecer gente que morava muito longe do centro da cidade. O Açude Novo ou Parque Evaldo Cruz é um parque em formato circular que fica no Centro da cidade, próximo ao Parque do Povo. Atualmente trata-se de um parque de 46 875 m² com muitos bancos e árvores, assim como pequenos restaurantes que ficam em volta de uma fonte. Um grande obelisco se encontra no centro do parque. No passado, era um açude de verdade. O Açude Velho foi o primeiro açude que Campina Grande teve. Foi construído por causa da seca que o Nordeste enfrentou de 1824 a 1828. Assim, a construção do Açude Velho pelo governo provincial da Paraíba foi iniciada em 1828 e concluída em 1830, sendo, por quase um século, o maior açude de Campina Grande. É onde estão localizados o monumento -símbolo de Campina Grande "Os Pioneiros" e as estátuas de Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro. O Parque do Povo, onde é realizado O Maior São João do Mundo, possui uma área de 42 mil e 500 metros quadrados situada no centro de Campina Grande. É no Parque do Povo que se situa a "Pirâmide do Parque do Povo", que é a única área coberta do Parque, em formato de uma pirâmide. A Praça Clementino Procópio, onde se encontra um monumento feito em homenagem a Teodósio de Oliveira Lêdo, bem como coretos e diversas estátuas, é popularmente também conhecida por "Praça dos Hips". A Praça da Bandeira, ou Praça dos Pombos, é o principal ponto de encontros devido principalmente a sua posição estratégina no coração do centro da cidade. Outras áreas verdes Como outras áreas verdes de Campina Grande, existem o Parque da Criança (MAPA), o Parque da Pedras, a Praça do Trabalho, dentre outras. Shopping centers Os principais shopping centers da cidade são: Iguatemi Campina Grande, Shopping Campina Grande, Shopping Centro Edson Diniz, Shopping Cirne Center, Shopping Babilônia Center e Shopping Luiza Motta. Eventos importantes Encontro da Nova Consciência fevereiro, nos dias de Carnaval Crescer - O Encontro da Família Católica fevereiro, nos dias de Carnaval Encontro Para a Consciência Cristã fevereiro, nos dias de Carnaval Movimento de Integração do Espírita Paraibano fevereiro, nos dias de Carnaval Vaquejada Parque Ivandro Cunha Lima março Micarande abril O Maior São João do Mundo junho Festival de Inverno de Campina Grande agosto 7º Encontro de Motociclismo de Campina Grande Tropeiros do Asfalto - MC outubro Vaquejada Parque Maria da Luz outubro Exposições de Animais outubro Natal dos Sonhos dezembro Cultura Teatros História A história do teatro em Campina Grande tem início em 1925, quando foi fundado o "Teatro Apolo", o que acarretou no surgimento do primeiro grupo teatral campinense, "O Corpo Cênico do Grêmio Renascença". A década de 1940 não ofereceu novidades para as artes cênicas em Campina. Na década de 1950, foi implantado o "Rádio-Teatro Borborema", por Fernando Silveira. Ainda nos anos 50, o pernambucano Raul Prhyston criou o grupo teatral "Os Comediantes", com principais peças sendo "A Mulher que Veio de Londres" e "A Vida tem três Andares". Atualmente existe um teatro com o nome deste pernambucado, o Teatro Raul Prhyston. Em 1962, o Teatro Municipal Severino Cabral foi fundado, de grandes dimensões para a época, impulsionando o teatro campinense. O Festival de Inverno de Campina Grande surgiu em 1975, divulgando e apresentando muitas peças e shows teatrais. Na década de 1980, a crise econômica brasileira, que afetou o teatro, e a decadência física do Teatro Municipal Severino Cabral, reduziram o número de grupo teatrais, sendo esta época de poucos acontecimentos no campo das artes cênicas, a não ser pelo Festival de Inverno. Os principais teatros de Campina Grande são: Teatro Municipal Severino Cabral (MAPA), Teatro Paulo Pontes (anexo do Municipal) (MAPA), Teatro Raul Prhyston, Teatro Rosil Cavalcanti (MAPA), Teatro Elba Ramalho e Teatro SESC Centro. Museus Campina Grande possui seis museus, onde guardam-se partes importantes de acervos culturais. São eles: O acervo do Museu Histórico e Geográfico de Campina Grande dedica-se ao desenvolvimento histórico, social e cultural de Campina Grande. Possui Fotografias, artigos, mapas, móveis, armas, veículos, jóias, bonecos e ferramentas organizados de forma a contar a história da cidade. O Museu de Artes Assis Chateaubriand é composto atualmente de 474 obras de arte. Nestas obras podem ser encontradas várias técnicas e procedimentos de artes, incluindo desenhos, pinturas, esculturas, gravuras, colagens e outros métodos. Apresenta a arte em diversos momentos do cenário brasileiro. A Coleção Assis Chateubriand, com 120 obras, pode ser vista em parte no Prédio Histórico da Reitoria, na UEPB Museu Luiz Gonzaga O Museu de Luiz Gonzaga é um museu dedicado ao compositor popular Luiz Gonzaga. O acervo é composto de fotos, discos, jornais, gravações sobre o Rei do Baião Luiz Gonzaga. Outros museus Outros museus de Campina Grande são: Museu de História e Tecnologia do Algodão (Museu do Algodão) (MAPA) e o Museu do São João (MAPA) Centros culturais No Centro Cultural Lourdes Ramalho, a prefeitura de Campina Grande oferece diversos cursos (várias áreas, como dança, artes marciais, música, idiomas, etc.) em todos os turnos e horários, por mensalidades ou anualidades acessíveis à população em geral. Também existem outros centros ou espaços culturais: Espaço Cultural do Sesc Centro, Espaço Cultural Casa Severino Cabral e o Centro de Cultura Hare Krisna. Academia de letras A cidade tem sua academia de letras, denominada Academia Campinense de Letras, entidade literária máxima em Campina Grande. Bibliotecas Biblioteca Átila Almeida da UEPB Biblioteca Central da Universidade Federal de Campina Grande Biblioteca do Museu Histórico e Geográfico Biblioteca do Sesc Açude Velho Biblioteca do Sesc Centro (Campina Grande)|Biblioteca do Sesc Centro Biblioteca Municipal Felix Araújo Campinenes famosos Anésio Leão - poeta, escritor e político Antônio Dias - Artista plástico Biliu de Campina - cantor Bráulio Tavares - escritor e cantor Cássio Cunha Lima - político Ednalva Laureano - atletismo Ednanci Silva - judoca (nasceu em Sousa) Elba Ramalho Cantora Fábio Bilica - futebolista Fred Ozanan - cartunista Félix Araújo - político e poeta Félix Araújo Filho - político e advogado Genival Lacerda - cantor Ivan Gomes - lutador Marinês - Rainha do Xaxado Mike Deodato - desenhista de Quadrinhos (Mulher Maravilha, Hulk, Homem-Aranha) Ney Suassuna - político Marcelinho Paraíba - futebolista Raymundo Asfora - político e poeta Sérgio Lopes - cantor e compositor Shaolin - humorista Zé Ramalho - Cantor e Compositor Esporte Futebol Há quatro clubes profissionais de futebol em Campina Grande, dentre os quais estão dois dos três times com mais títulos no Campeonato Paraibano de Futebol: Treze e Campinense. Equipes locais Campinense Clube - tem como cores o vermelho e o preto. É conhecido como "A Raposa". Deu destaque a jogadores hoje conhecidos a nível nacional e internacional, como Rodrigo Tabata, jogando atualmente no Santos de São Paulo e Marcelinho Paraíba atualmente na Alemanha. Tem estádio próprio, Estádio Renato Cunha Lima, também conhecido como "O Renatão". Treze Futebol Clube - tem como cores o preto e o branco. Apelidado por seus torcedores de "Galo", também é conhecido como "O Galo da Borborema". Tem estádio próprio, Estádio Presidente Vargas. Em 2005 o time chegou ao quinto lugar na Copa do Brasil. Associação Desportiva Perilima Associação Atlética Leonel Grêmio Serrano Estádios Estádio O Amigão (MAPA) Estádio Presidente Vargas – C.T. do Treze Futebol Clube Estádio Renato Cunha Lima – C.T. do Campinense Clube Ginásios Campina Grande conta com alguns ginásios: Complexo Esportivo Plínio Lemos, Ginásio BNB, Ginásio da AABB, Ginásio do Campestre, Ginásio do Trabalhador, Ginásio "O Meninão", dentre outros. Transporte Rodoviário A cidade de Campina Grande possui um importante sistema rodoviário que possibilita sua interligação com as capitais, principais centros do Nordeste e demais cidades do estado e da Região. Normalmente, Campina Grande faz parte da maioria das rotas entre o interior (parte do Sertão e Agreste) e o litoral. Suas rodovias, totalmente asfaltadas, são composta pelas rodovias federais BR-104, BR-230, BR-412 e conexões BR-230/104 e Alça Sudoeste, além de outras rodovias estaduais. Transporte interurbano Campina Grande dispõe de um moderno Terminal Rodoviário de Passageiros - o Terminal Rodoviário "Argemiro de Figueiredo" - que estabelece interligação com os mais importantes centros e capitais da região e de todo o país, registrando um grande fluxo diário de passageiros. Para dar suporte a ônibus que fazem linhas intermunicipais de curta distância, a cidade dispõe ainda do Terminal Rodoviário "Cristiano Lauritzen", popularmente conhecido como Rodoviária velha. Transporte urbano O sistema de transportes urbanos da cidade é gerenciado pela Superintendência de Trânsito e Transportes Públicos - STTP, autarquia municipal de direito público, com autonomia administrativa e financeira. Entre outras atribuições, cabe à STTP planejar, coordenar e executar o sistema viário de Campina Grande, além de controlar o sistema de transporte coletivo, moto-táxis e de taxi, no âmbito municipal. No tocante ao atendimento, cerca de 95%25 da área do Município é servida pelo sistema de transporte coletivo, com uma frota de mais de 190 ônibus urbanos, em 19 linhas, agrupadas em quatro grandes grupos: Circulares, Transversais, Radiais, e Distritais. Em 2007, deu-se início à construção do primeiro terminal do sistema integrado de ônibus, no Parque Evaldo Cruz (Açude Novo). Foi também instalado o sistema de bilhetagem eletrônica em outubro de 2007. Ferroviário O Município é atendido pelo sistema de transporte ferroviário sob administração da Rede Ferroviária Federal (REFESA), que faz a interligação com várias cidades do estado, do litoral à zona sertaneja (inclusive sua capital, João Pessoa), com o porto de Cabedelo, além de outras capitais do Nordeste, em uma linha que percorre desde Propriá, em Sergipe, até São Luís, Maranhão. Este tipo de transporte disponível é um grande reforço de infra-estrutura, permitindo o escoamento de parte importante da produção do estado para outros centros de consumo e o barateamento dos custos de transporte. Aeroviário O sistema de transporte aeroviário de Campina Grande dispõe do Aeroporto Presidente João Suassuna - com pista de 2000 m de extensão por 45 m de largura - que possui todo o serviço de infra-estrutura para o apoio e a segurança das aeronaves. Operando com tráfegos regular e não regular, conta com vôos diários, interligando cidade aos mais diversos centros e capitais do país. A cidade dispõe também de um Aeroclube, localizado no distrito de São José da Mata, que opera com aviões de pequeno porte, nas atividades comercial e de lazer. Educação História Foi em 1822 que foi fundada a primeira escola em Campina Grande, numa época que a lei exigia o ensino da leitura, das quatro operações matemáticas básicas, noções de geometria prática, gramática do português e a religião católica. O primeiro professor da rede pública de Campina Grande foi Antonio José Gomes Barbosa. Até o ano de 1849, só podiam participar das escolas públicas em Campina Grande pessoas do sexo masculino. As primeiras escolas para mulheres foram criadas em 1857. O primeiro grupo escolar da cidade foi o "Solon de Lucena", que existe até hoje. O prof. Clementino Procópio fundou a primeira escola privada em Campina Grande, a escola "São José". Depois disso, outras escolas particulares, como o colégio Pio XI, colégio Alfredo Dantas e, em 1931, o colégio Imaculada Conceição (DAMAS), todos existentes até hoje. Em 1954, foi fundado o Colégio Estadual da Prata. Atualmente Campina Grande dispõe de uma ampla rede escolar e universitária que se destaca não só pela quantidade dos estabelecimentos públicos e privados existentes, mas pela extensão, desde o ensino fundamental até a pós-graduação, abrangendo várias áreas do conhecimento humano. Ensino fundamental e médio Campina Grande possui o maior colégio estadual de ensino médio da região, o Colégio Estadual da Prata (Colégio Estadual Dr. Elpídio de Almeida) , fundado em 1954, com capacidade de mais de 3500 alunos, que beneficia não somente estudantes campinenses, mas de diversas cidades. Escolas técnicas Existem instituições de ensino profissionalizante em nível médio, tanto públicas quanto privadas, capacitando ou treinando mão-de-obra especializada em atendimento às demandas dos diversos setores econômicos. Instituições como SESI oferecem diversos cursos profissionalizantes. Na parte técnica, uma escola bastante tradicional é a Escola Técnica Redentorista. O CEFET - Centro Federal de Educação Tecnológica oferece cursos técnicos nas áreas de Informática e Mineração. Em 2003, de acordo com o IBGE, existiam 80.427 alunos matriculados para o ensino fundamental para 3688 professores e 19 764 alunos de ensino médio para 1108 professores. Universidades públicas Possui três universidades públicas: Centro Federal de Ensino Tecnológico da Paraíba - Uned - Campina Grande O Centro Federal de Ensino Tecnológico da Paraíba é uma instituição de ensino superior e técnico, pública e federal, que possui uma unidade descentralizada em Campina Grande, inicialmente a instituição conta com um curso superior, o de tecnólogo em telemática, o início das atividades do CEFET em Campina Grande ocorreu no final de 2006, suas turmas pioneiras iniciaram suas atividades no início de 2007. O campus do CEFET - UNED - Campina Grande, será oficialmente inaugurada em dezembro de 2007, estando localizado no bairro dinamérica nas proximidades do ginásio de esportes "O Meninão". Universidade Federal de Campina Grande A Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) é uma instituição de ensino superior, pública e federal, fundada 2002 como um desmembramento da UFPB. É considerada um dos pólos de desenvolvimento científico e tecnológico do Nordeste, onde realizam-se diversos cursos de pós-graduação, nos níveis de especialização de mestrado e doutorado. A UFCG possui cinco campi, localizados nas cidades de Campina Grande, Patos, Sousa, Cajazeiras e, o mais novo, Cuité, no sertão do estado. Universidade Estadual da Paraíba A Universidade Estadual da Paraíba (UEPB) possui sede em Campina Grande com outros campi em Lagoa Seca, Guarabira e Catolé do Rocha. Em 2006 foram inaugurados campi da universidade estadual em Monteiro, Patos e João Pessoa. Foi fundada em 11 de outubro de 1987 pelo então Governador da Paraíba, Tarcísio de Miranda Buriti, deixou de ser chamada de Universidade Regional do Nordeste para se transformar em Universidade Pública Estadual, reconhecida pelo Conselho Federal de Eduação em 1996. A UEPB hoje conta com cerca de 30 cursos de gradução com mais de 10 mil alunos. Universidades particulares Outras escolas de ensino superior, particulares, são: Faculdade de Ciências Sociais Aplicadas - FACISA Faculdade de Ciências Médicas de Campina Grande - FCM Centro de Educação Superior Reinaldo Ramos - CESREI Faculdade Anglo-Americano Faculdade de Teologia e Filosofia da Católica - CATÓLICA Universidade Corporativa da Indústria da Paraíba - UCIP Instituto Campinense de Ensino Superior - ICES União do Ensino Superior de Campina Grande - UNESC Universidade Estadual Vale do Acaraú UVA - UVA Faculdade Maurício de Nassau Saúde Campina Grande conta com dezenove hospitais, 21 unidades básicas de saúde, três centros de referência de saúde, além do Serviço Municipal de Saúde. Hospitais Existem em Campina Grande dezenove hospitais, distribuídos entre públicos – federal, municipais e filantrópicos – e privados. Juntos, estes hospitais oferecem um total de 3466 leitos hospitalares. Em média, existem aproximadamente 182 leitos por unidade hospitalar. Praticamente, isto significa que há um leito para 104 habitantes. Os hospitais de maior porte são o público federal, com 239 leitos, e os dois hospitais públicos filantrópicos, com uma média de 224 leitos por unidade. Atualmente o governo estadual está construindo o Hospital de Emergência e Traumas de Campina Grande que será o maior da Paraíba, com previsão de atender, além da própria cidade, mais de 140 municípios da Paraíba, do Rio Grande do Norte, de Pernambuco e até do Ceará. Índices A Mortalidade infantil em Campina Grande é de 55,6 por mil (Ministério da Saúde/1998) e a Esperança de vida ao nascer de 70,5 anos (IBGE, Censo 2000). Relações internacionais As cidades-irmãs de Campina Grande são: Zhaoqing, Guangdong, China. [6] Referências Notas ↑ IBGE, Contagem da população 2007. ↑ 2,0 2,1 IBGE, Produto Interno Bruto dos Municipios 2002-2005 ↑ Assembléia aprova criação de Região Metropolitana de Campina Grande. Página de Notícias sobre a Paraíba, Acessado em janeiro de 2007 ↑ Cássio veta projeto que cria Região Metropolitana de Campina Grande. Página do Governo da Paraíba, Acessado em janeiro de 2007 ↑ IBGE - Produto Interno Bruto dos Municípios 2004 ↑ Página do Governo da Paraíba Bibliografia ALMEIDA, Antônio Pereira de. Os Oliveira Ledo ... De Teodósio de Oliveira Lêdo – fundador de Campina Grande – a Agassiz Almeida – Constituinte de 1988 Brasília: CEGRAF, 1989) ALMEIDA, Elpídio. História de Campina Grande. João Pessoa: Editora Universitária/UFPB, 1978. CÂMARA, Epaminondas. Datas Campinenses. Campina Grande: RG Editora e Gráfica, 1998. CÂMARA, Epaminondas. Os Alicerces de Campina Grande. Esboço Histórico-Social do Povoado e da Vila (1697 a 1864). Campina Grande: Edições Caravela, 1999. CARMONA, Marcos. A reintrodução da cultura do algodão no semi-árido do Brasil através do fortalecimento da agricultura familiar: um resultado prático da atuaçaõ do COEP. Cadernos de Oficina Social, vol. 13, p. 24-25. Rio de Janeiro: Oficina Social, Centro de Tecnologia, Trabalho e Cidadania, 2005. ISSN 1518-4545 ; 13. DANTAS, Ivan Coelho, SOUZA, Cinthia Maria Carlos. Arborização urbana na cidade de Campina Grande - PB: Inventário e suas espécies. Revista de Biologia e Ciência da Terra, Vol. 4, No. 2, 2004. ISSN 1519-5228. OCTÁVIO, José. História da Paraíba - Lutas e Resistência. João Pessoa: Editora Universitária/UFPB, 2000. SOBRINHO, João Alves. História de Campina Grande em versos. Campina Grande: Academia Brasileira de Literatura de Cordel, 2004. 7° 13' 50" S 35° 52' 52" O7° 13' 50" S 35° 52' 52" O Estado Paraíba Mesorregião Agreste Paraibano Microrregião Campina Grande Região metropolitana Municípios limítrofes Norte: Lagoa Seca, Massaranduba, Pocinhos e Puxinanã Sul: Boqueirão, Caturité, Fagundes e Queimadas Leste: Riachão do Bacamarte Oeste: Boa Vista. Distância até a capital 120 quilômetros Características geográficas Área 620,63 km² População 371.060 hab. IBGE cont. 2007 Densidade 597,9 hab./km² Altitude 552 metros Clima tropical Fuso horário UTC-3 Indicadores IDH 0,721 PNUD/2000 PIB R$ 2.222.988.000,00 IBGE/2005 [2] PIB per capita R$ 5.910,00 IBGE/2005 [2] www2.uol.com.br/guiacampina/ www2.uol.com.br/guiacampina/album/fotos-cg.htm www.brasilviagem.com/cidades/?CodCid=113 www.helderdarocha.com.br/paraiba/campina/index.html www.paraiwa.org.br/artesanato/campina.htm www.diocesedecampinagrande.org/ www.ondehospedar.com.br/pb/campina_grande.php portal.pmcg.pb.gov.br/ almanaquecampinagrande.blogspot.com/ www.brasilviagem.com/pontur/?CodAtr=66111 www.citybrazil.com.br/pb/campinagrande/historia.htm www.ecoviagem.com.br/brasil-viagem-turismo/paraiba/camp...
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